Rodrigo Guedes de Carvalho - 28 ago. 22:57
A era dos ódios de morte
A era dos ódios de morte
A morte de um jovem forcado serviu apenas para mais um braço-de-ferro entre adeptos das touradas e defensores dos animais
Não estou ainda a falar da festa brava, mas começo por uma imagem que remete para touros, e aos touros irei, mais para o fim, lembrem-me se me estiver a esquecer. A metáfora é esta: admiro pegas de caras e desprezo quem ataca de cernelha. Digo isto para vos informar do meu azar. Calha-me sempre a cernelha. Há que recordar, primeiro, que a minha muito pública condição terá atraído muita gente a um exercício que me parece inútil. Eu não lhes perguntei nada, mas fazem questão de me “responderem”. Ripostam a algo que eu disse durante o “Jornal da Noite”, ou aqui nesta página, ou como entrevistei fulano ou sicrana, ou o que afirmei em situação em que era eu o entrevistado (coisa cada vez mais rara), num qualquer jornal ou rádio, a propósito de jornalismo ou livros.
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