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Irão já executou 841 pessoas em 2025, denuncia a ONU

Irão já executou 841 pessoas em 2025, denuncia a ONU

Nações Unidas dizem que em Julho, mês seguinte à guerra com Israel, Teerão ordenou a morte de 110 pessoas.

As Nações Unidas acusam as autoridades iranianas de terem executado pelo menos 841 pessoas desde o início do ano até quinta-feira, dia 28 de Agosto de 2025.

O gabinete das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OHCHR, na sigla em inglês) revelou esta sexta-feira que, só em Julho, as autoridades iranianas executaram 110 pessoas.

A ONG Iran Human Rights detalha que, entre os 841 mortos contabilizados em 2025, 22 eram mulheres.

Nesse mês, ainda no rescaldo da guerra de 12 dias entre Israel e o Irão, foram noticiadas diversas execuções por suspeita de colaboração e espionagem para os serviços secretos israelitas.

As 110 mortes em Julho representam “mais do dobro do número de pessoas executadas em Julho do ano passado” e inserem-se num “aumento significativo das execuções durante o primeiro semestre de 2025”.

O OHCHR frisa que, no Irão, “há um padrão sistemático de utilização da pena de morte como instrumento de intimidação do Estado, com um alvo desproporcional nas minorias étnicas e nos migrantes”.

As execuções no Irão são geralmente realizadas por enforcamento. O Iran Human Rights dá conta que, nesta quinta-feira, foram enforcados seis homens na prisão de Ghezelhesar, dos quais um era afegão e dois eram curdos.

A República Islâmica do Irão tem “ignorado vários apelos para aderir ao movimento mundial pela abolição da pena de morte” e, neste momento, tem 11 pessoas na fila da morte.

Estas execuções iminentes dizem respeito a seis pessoas acusadas de “rebelião armada” devido a uma suposta ligação ao grupo Mojahedin-e-Khalq (MEK). Outras cinco foram condenadas pela participação nos protestos de 2022, que se seguiram à morte da jovem Mahsa Amini, quando estava sob custódia da chamada “polícia da moralidade”.

Há cerca de duas semanas, o Supremo Tribunal também confirmou a sentença de morte da activista dos direitos das mulheres e trabalhadores Sharifeh Mohammadi, presa desde 2023.

O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, “apela ao Irão para que imponha uma moratória sobre a pena de morte”, que é “incompatível com o direito à vida e irreconciliável com a dignidade humana”.

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