eco.sapo.pt - 29 ago. 11:05
Consumo privado volta a ser o motor do crescimento da economia no segundo trimestre
Consumo privado volta a ser o motor do crescimento da economia no segundo trimestre
Organismo de estatística confirmou a estimativa rápida de crescimento do PIB de 1,9% em termos homólogos no primeiro trimestre e de 0,6% na comparação em cadeia.
O consumo privado voltou a ser o motor do crescimento da economia no segundo trimestre, com os portugueses a comprarem mais bens duradouros. De acordo com os dados divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), as despesas de consumo das famílias subiram 3,6% entre abril e junho face ao segundo trimestre do ano passado, contribuindo para o aumento homólogo do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,9%.
O organismo de estatística confirmou esta sexta-feira a estimativa preliminar, divulgada em julho, que apontava para um crescimento de 1,9% no segundo trimestre face a igual período do ano passado e de 0,6% na comparação em cadeia. Um comportamento que reflete uma melhoria quando comparado com o primeiro trimestre, período em que o PIB avançou 1,7% em termos homólogos e contraiu-se 0,4% em cadeia.
A explicar o comportamento da economia no segundo trimestre face ao mesmo período do ano passado está sobretudo a aceleração do consumo privado, que subiu 3,6%, quando em igual período do ano passado avançou 2,4%. “As despesas de consumo em bens duradouros aceleraram de uma taxa de 4,5% para 7,9%, enquanto a despesa em bens não duradouros e serviços passou de um crescimento homólogo de 3,4% para 3,2% no 2º trimestre“, explica o INE.

Por outro lado, o investimento registou um crescimento menos pronunciado, passando de 6,4% no primeiro trimestre para 5,6% no segundo, enquanto o consumo público acelerou ligeiramente para uma variação de 1,4%, contra uma taxa de 1,3% no trimestre anterior.
Paralelamente, o contributo negativo da procura externa líquida para a variação homóloga do PIB foi menos acentuado no segundo trimestre. As exportações de bens e serviços, em volume, subiram 0,1%, contra 1,5% no trimestre anterior, tendo a componente de bens abrandado de uma variação homóloga de 1% no primeiro trimestre para 0,5% e a componente de serviços diminuído 0,6%, após um crescimento de 2,4% nos primeiros três meses.
Já as importações de bens e serviços cresceram 3,8% em termos homólogos, com a componente de bens a desacelerar para uma taxa de 5,1% (6,7% no trimestre precedente) e a componente de serviços contrair 1,7%, após o aumento de 2,6% no primeiro trimestre.

Comparando com os primeiros três meses do ano, o PIB aumentou 0,6%, com o contributo positivo da procura interna a subir para 0,8 pp. (contra 0.3 pp. no trimestre anterior), verificando-se também aqui um aumento do consumo privado.
As despesas de consumo final das famílias residentes aumentaram 0,9% (quando no primeiro trimestre tinham caído 1%), “refletindo aumentos de 0,8% da componente de bens não duradouros e serviços e de 1,9% da componente de bens duradouros“, explica o INE.
Ademais, o investimento total aumentou 0,8% na comparação em cadeia, com a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) a subir 2,1%, depois de diminuir 2,1% nos primeiros três meses do ano.
Paralelamente, o contributo da procura externa líquida para a taxa de variação em cadeia do PIB passou de -0,7 pp. para -0.2 pp., em resultado do aumento das exportações de bens e serviços e um crescimento menos intenso das importações de bens e serviços.
(Notícia atualizada às 11h37)