observador.pt - 29 ago. 18:59
Macron chamou "ogre" a Putin e enfureceu o Kremlin: "Insultos vulgares contra a Rússia e o seu povo"
Macron chamou "ogre" a Putin e enfureceu o Kremlin: "Insultos vulgares contra a Rússia e o seu povo"
Macron afirmou que Putin era um "predador e um ogre às portas da Europa" e irritou o Kremlin: "Ultrapassa o limite do razoável e da decência". Presidente francês não se arrepende do que disse.
“Um ogre” e um “predador às portas da Europa”. Foi deste modo que o Presidente francês, Emmanuel Macron, classificou o seu homólogo russo, Vladimir Putin, numa entrevista que fez ao canal LCI a 19 de agosto. A forma como adjetivou o Presidente da Rússia enfureceu o Kremlin, que reagiu ao “insultos vulgares” do Palácio do Eliseu.
Num briefing aos jornalistas esta sexta-feira, citada pela agência de notícias RIA, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Maria Zakharova reagiu e lamentou as “declarações estranhas do Presidente francês em relação à Rússia”. “Às vezes, ultrapassam o limite do razoável e da decência. Tornam-se um insulto vulgar contra a Rússia e o seu povo”, disse.
No entender de Maria Zakharova, a França é que um “predador” — e não a Rússia. A porta-voz destacou que os países ocidentais “subjugaram” a Ucrânia através de uma “ideologia de catadores de lixo”, de maneira a “tirar vantagem política” do conflito armado desencadeado pelo ataque em larga escala da Rússia à Ucrânia em fevereiro de 2022.
Esta sexta-feira, Emmanuel Macron foi confrontado pelas críticas que fez a Vladimir Putin na entrevista a 19 de agosto. O Presidente francês recusou ter insultado o líder russo e não se arrependeu de ter dito que o homólogo era um “ogre”.
“Quando dizemos que há um ogre às portas da Europa, acredito que isso descreve o que georgianos, ucranianos e muitas outras nações sentem profundamente, ou seja, um homem que decidiu caminhar em direção a uma deriva autoritária e autocrática e perseguir o imperialismo revisionista”, explicou Emmanuel Macron, durante uma conferência de imprensa com o chanceler alemão, Friedrich Merz.
Após ter sido um dos líderes mais céticos em relação às intenções de Vladimir Putin no início da invasão à Ucrânia, Emmanuel Macron transformou-se num dos críticos mais vocais da Rússia.
[Meses depois de confessar o crime, o assassino de Sartawi é finalmente julgado. Mas, numa reviravolta, o terrorista do quarto 507 garante que é inocente. Como vai tudo acabar? “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Ouça no site do Observador o sexto e último episódio deste Podcast Plus narrado pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Também o pode escutar na Apple Podcasts, no Spotify e no YoutubeMusic. E ouça o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui, o quarto aqui e o quinto episódio aqui]