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EUA recusam vistos a representantes palestinianos antes da Assembleia-Geral da ONU

EUA recusam vistos a representantes palestinianos antes da Assembleia-Geral da ONU

Estados Unidos recusaram vistos a responsáveis palestinianos que pretendiam participar na Assembleia-Geral da ONU, perante o apoio crescente de aliados ocidentais ao reconhecimento do Estado da Palestina.

Os Estados Unidos anunciaram esta sexta-feira que vão impedir a entrada de alguns representantes palestinianos na próxima Assembleia-Geral das Nações Unidas, marcada para setembro, em Nova Iorque.

A decisão surge numa altura em que vários aliados ocidentais de Washington, incluindo o Reino Unido, França, Austrália e Canadá, manifestaram a intenção de reconhecer formalmente o Estado da Palestina.

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O Departamento de Estado norte-americano justificou a medida com a recusa da Organização de Libertação da Palestina (OLP) e da Autoridade Palestiniana em repudiarem o terrorismo, bem como com os seus esforços para obter o reconhecimento unilateral de um Estado palestiniano.

"É do nosso interesse de segurança nacional responsabilizar a OLP e a Autoridade Palestiniana por não cumprirem os seus compromissos e por minarem as perspetivas de paz," afirmou o Departamento de Estado em comunicado.

Apesar de não terem sido divulgados os nomes dos visados, sabe-se que as restrições não se aplicam à missão permanente da Palestina junto da ONU.

A medida poderá, ainda assim, limitar significativamente a presença palestiniana no evento, onde o reconhecimento do Estado da Palestina deverá ser um dos temas centrais.

A decisão norte-americana motivou reações imediatas por parte da liderança palestiniana. O gabinete do Presidente Mahmoud Abbas considerou a medida uma violação do acordo de sede das Nações Unidas, que obriga os Estados Unidos a permitir a entrada de diplomatas estrangeiros para fins relacionados com a ONU.

"Estamos estupefactos com esta decisão, que constitui uma clara violação do acordo de sede da ONU," disse a presidência palestiniana, sem confirmar se Mahmoud Abbas está entre os visados.

Esta não é a primeira vez que Washington impede a participação de representantes palestinianos em sessões da ONU. Em 1988, foi recusado um visto a Yasser Arafat, levando a Assembleia-Geral a realizar-se em Genebra para garantir a sua intervenção.

Atualmente, a Palestina é reconhecida como Estado por 147 dos 193 países-membros da ONU, mantendo o estatuto de observador, semelhante ao do Vaticano.

Os EUA continuam a defender que o reconhecimento de um Estado palestiniano só pode ocorrer através de negociações diretas com Israel.

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