rr.pt - 29 ago. 10:47
Carneiro reafirma: PS não se alia “a partidos que são contra os valores democráticos”
Carneiro reafirma: PS não se alia “a partidos que são contra os valores democráticos”
Em entrevista à Renascença, José Luís Carneiro defende que socialistas não podem "alinhar com partidos que promovem manifestações contra o Tribunal Constitucional.
A menos de uma semana das reuniões com o Governo sobre o Orçamento do Estado – e após o apelo de Marques Mendes relativamente à lei da nacionalidade – o PS voltou a rejeitar qualquer entendimento com o Chega.
Em entrevista, esta manhã, à Renascença, o secretário-geral socialista, José Luís Carneiro, foi perentório: o PS não se pode aliar “a partidos que são contra os valores democráticos”.
“Não podemos alinhar com partidos que promovem manifestações contra o Tribunal Constitucional, uma das maiores conquistas da nossa democracia”, exemplificou.
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Para Carneiro, este ponto “tem de ficar absolutamente claro”: “Quem dialoga e constrói soluções com partidos que pretendem alterar a democracia e o regime político, está a ser conivente” com esse propósito.
O líder socialista reforçou ainda que “o Partido Socialista será a verdadeira alternativa sólida, credível e democrática, na qual os portugueses podem confiar, porque conhecem há muito os valores que defendemos: liberdade, igualdade e justiça social.”
Questionado sobre as linhas vermelhas do PS para as negociações do Orçamento, José Luís Carneiro afirmou que “as questões não se colocam em termos de negociação”.
“Nós temos uma visão do país. O Governo, já mostrou, que tem medidas avulso, descarta a cada debate parlamentar medidas avulso que depois não se traduzem em nada em concreto. Eu posso dizer-lhe que, por exemplo, no conjunto das propostas que o Governo apresentou nos planos de ação para as várias áreas, posso dizer-lhe que, talvez até agora, ainda não tenha alcançado 30% de execução desses vários planos que apresentou até agora”, destacou.
Para José Luís Carneiro, “é fundamental, é vital, garantir” políticas de habitação, saúde, rendimentos, coesão e investimento no interior.
“É uma prioridade que não pode deixar de ser defendida por altura do diálogo sobre as questões orçamentais”, disse.