magalhaes.afonso@newsplex.pt - 29 ago. 08:30
Pódio de fogo dos presidenciáveis
Pódio de fogo dos presidenciáveis
Não existiu melhor tema para avaliar os candidatos a Presidente da República do que o dos incêndios rurais, que todos os anos ameaçam 92% do território
Até ao momento, não existiu melhor tema para avaliar os candidatos a Presidente da República do que o dos incêndios rurais, que todos os anos ameaçam 92% do território.
António José Seguro falou primeiro, antes da crise se instalar. Estudioso, acertou no foco: ordenamento do território. É um moderado, numa era de radicais. Enfrenta um problema de impacto mediático, que tem de ser ele a resolver, por mais desapontado que esteja com a comunicação social. A pulseira eletrónica para incendiários foi uma boa tentativa. Precisa de mais.
Gouveia e Melo atacou o tema a seguir à crise do Pontal, num momento de grande comoção pública. A estratégia dele é óbvia: convencer os portugueses que conseguirá meter nos eixos o complexo mundo dos bombeiros e da proteção civil, como tratou das vacinas. Terá de explicar como poderia um Presidente da República assumir essa liderança.
Luís Marques Mendes optou pelo ‘pacto’, com mais uma ‘avaliação’. Uma saída batida, gasta em mil outros eternos problemas. Seria razoável, se fosse ele o ministro da Administração Interna com a missão de recuperar Luís Montenegro do escaldão político deste verão. Ficaria fora do pódio, se já houvesse outros candidatos, declarados, com reais possibilidades de ocupar o Palácio de Belém.