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Turismo volta a bater recorde, com mais de 18 milhões de hóspedes até Julho

Turismo volta a bater recorde, com mais de 18 milhões de hóspedes até Julho

Entre Janeiro e Julho, Portugal recebeu mais de 18 milhões de hóspedes, que foram responsáveis por 45,8 milhões de dormidas, números que representam novos recordes para o sector.

O turismo nacional mantém a tendência dos últimos anos e volta a bater recordes neste Verão. Só em Julho, os estabelecimentos de alojamento turístico nacionais receberam mais de 3,3 milhões de hóspedes e registaram mais de nove milhões de dormidas, elevando os números acumulados nos primeiros sete meses deste ano para novos máximos históricos.

Os dados foram divulgados, nesta sexta-feira, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que indica que os estabelecimentos de alojamento turístico em Portugal receberam 3,35 milhões de hóspedes em Julho, responsáveis por 9,38 milhões de dormidas. Assim, no conjunto de Janeiro a Julho deste ano, os números de hóspedes e de dormidas sobem para 18,2 milhões e 45,8 milhões, respectivamente, valores que correspondem a aumentos de 3,7% e 2,7% em relação a igual período do ano passado.

A responder por esta evolução estiveram, sobretudo, os turistas nacionais, já que os estrangeiros também aumentaram, mas a um ritmo mais lento. Do total de hóspedes recebidos entre Janeiro e Julho, mais de sete milhões eram residentes em Portugal (um aumento anual de 5,3%), enquanto os restantes cerca de 11,1 milhões eram residentes no estrangeiro (mais 2,8% do que há um ano). Os residentes em território nacional foram responsáveis por mais de 13,5 milhões de dormidas (o que corresponde a um crescimento de 6,2%) e os estrangeiros responderam por mais de 32,2 milhões de dormidas (mais 1,3% do que no ano passado).

Apesar deste crescimento, registaram-se quedas noutros indicadores. É o caso da estada média, que tem vindo a diminuir este ano e que se fixou em 2,79 noites em Julho, abaixo das 2,82 noites que se registavam em igual mês do ano passado. Já a taxa de ocupação líquida por cama diminuiu de 59,4% no ano passado para 58,1% em Julho deste ano. No acumulado dos sete primeiros meses do ano, este indicador é de 46,6%, o que significa que mais de metade da oferta turística fica por ocupar.

O aumento no número de hóspedes e de dormidas foi, ainda assim, suficiente para fazer crescer as receitas do turismo. Entre Janeiro e Julho, os proveitos totais dos estabelecimentos de alojamento turístico ascenderam a 3.886 milhões de euros, uma subida de 8,4% em relação ao ano passado.

Lisboa concentra 20% do turismo

Na análise por municípios, os números do INE mostram, também, que mais de metade dos hóspedes e mais de dois terços das dormidas se concentram em apenas 15 municípios, a maioria dos quais nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto ou na região do Algarve.

Do total de mais de 18,2 milhões de hóspedes recebidos pelos alojamentos turísticos em Portugal de Janeiro a Julho, mais de 10,3 milhões ficaram hospedados num dos 15 municípios destacados pelo INE (Lisboa, Albufeira, Funchal, Porto, Loulé, Portimão, Lagos, Lagoa, Ponta Delgada, Cascais, Santa Cruz, Ourém, Vila Nova de Gaia, Vila Real de Santo António e Tavira). Estes concelhos concentraram, ainda, mais de 30 milhões de dormidas.

Destes, é Lisboa que se destaca, com um total de mais de 3,9 milhões de hóspedes (21,6% do total) e cerca de nove milhões de dormidas (19,7% do total). Já o Porto recebeu 9,4% dos hóspedes e concentrou 8% das dormidas.

EUA já valem mais que Espanha

Os dados divulgados nesta sexta-feira pelo INE revelam, ainda, que os Estados Unidos da América (EUA) continuam a ganhar peso no turismo nacional, respondendo agora por quase 12% dos hóspedes e perto de 10% das dormidas. Desta forma, ultrapassam Espanha e passam a ser o terceiro maior mercado emissor do turismo português.

Segundo os dados do INE, o Reino Unido manteve-se como o principal país de origem dos turistas estrangeiros que chegam a Portugal: quase 13% dos hóspedes alojados entre Janeiro e Julho eram residentes no Reino Unido, tendo sido responsáveis por mais de 18% das dormidas.

Mas são os norte-americanos que se destacam, pelo crescimento que apresentam. Nos primeiros sete meses deste ano, Portugal recebeu mais de 1,3 milhões de turistas residentes nos EUA (mais 5% do que em igual período do ano passado), que foram responsáveis por mais de três milhões de dormidas (uma subida anual superior a 6%).

Os norte-americanos ultrapassam, assim, os espanhóis, que estão a vir cada vez menos para Portugal e ficam logo atrás da Alemanha, o segundo mercado emissor no período em análise em termos de dormidas (3,5 milhões de dormidas). Entre Janeiro e Julho, os estabelecimentos de alojamento turístico nacionais receberam cerca de 1,2 milhões de hóspedes espanhóis (o que corresponde a uma queda anual de 2,8%), que responderam por 2,68 milhões de dormidas, uma queda de quase 6% em relação a igual período do ano passado.

Também no caso dos franceses se registam quebras significativas no número de hóspedes e de dormidas, de quase 6% e 7,5%, respectivamente.

Já o mercado polaco foi aquele que mais cresceu neste ano, embora tenha ainda um peso pouco significativo no turismo nacional. Ao todo, registam-se mais de 262 mil hóspedes polacos entre Janeiro e Julho, um crescimento anual de quase 13%, com um total superior a 909 mil dormidas neste período, o que representa uma subida de 14% em relação a igual período do ano passado.

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