rr.pt - 29 ago. 20:21
GNR registou 33 furtos de cortiça no distrito de Santarém desde janeiro
GNR registou 33 furtos de cortiça no distrito de Santarém desde janeiro
A cortiça furtada é triturada para não ser identificada e depois vendida para a produção de aglomerados, onde, por sua vez, é adquirida por intermediários que a misturam com cortiça legal.
"Tudo indica que a cortiça seja vendida a intermediários, que depois a juntam à cortiça vendida por tiradores legais, integrando-a no mercado legal através da revenda conjunta a fábricas de cortiça. Também pressupomos que o mercado destino da cortiça furtada seja o mercado nacional", informou a GNR.
Face a este aumento de furtos, a GNR intensificou a patrulha com a Operação "Campo Seguro", a par da investigação criminal, fiscalização rodoviária e fiscalização de recetadores, em toda a sua área de atuação, com o objetivo de "prevenir e reprimir a prática de crimes de furto e de recetação de cortiça", desenvolvendo também "ações de sensibilização" para prevenir furtos em áreas agrícolas e florestais.
A GNR adiantou que para combater este tipo de crime é necessário "reforçar as medidas de proteção de infraestruturas" como a "instalação de vigilância, restrição de acessos, vedações, instalação de placards de aviso e melhoria das condições de luminosidade".
A título preventivo, a GNR recomenda ainda a "marcação da cortiça", para "facilitar a identificação" da sua origem, garantir a "manutenção de acessos controlados às propriedades", reforçar a "cooperação entre proprietários e vizinhos", de modo a promover a troca de informações e a partilha de alertas" de forma mais célere, "reportar de imediato às autoridades quaisquer movimentações suspeitas" e "planear a extração de cortiça, assegurando uma vigilância mais eficaz".
As autoridades recomendam ainda instalar alarmes e colocar marcas nos equipamentos mais sensíveis e vulneráveis, bem como não colocar os "amontoados de cortiça junto a locais de fácil acesso".
Uma vez que "este tipo de crime carece de queixa", a guarda "reforça a necessidade de se denunciar" estes furtos, pois as queixas são essenciais para ajudar "a monitorizar o problema" e "direcionar os recursos para as áreas mais afetadas".