observador.pt - 29 ago. 11:04
INE confirma crescimento da economia de 1,9% no segundo trimestre
INE confirma crescimento da economia de 1,9% no segundo trimestre
A economia portuguesa cresceu 1,9%, em termos homólogos, no segundo trimestre – confirmou o INE, reiterando a primeira estimativa feita há poucas semanas. Em cadeia, economia aumentou 0,6%.
A economia portuguesa cresceu 1,9% no segundo trimestre, confirmou nesta sexta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE), reiterando a primeira estimativa feita há poucas semanas. Em cadeia, ou seja, na comparação com o primeiro trimestre, a economia aumentou 0,6% – também o mesmo valor avançado anteriormente.
“O contributo negativo da procura externa líquida para a variação homóloga do PIB foi menos acentuado no 2.º trimestre, refletindo a desaceleração mais pronunciada das importações de bens e serviços que a observada nas exportações de bens e serviços”, indica o INE. Por outro lado, “o contributo positivo da procura interna para a variação homóloga do PIB diminuiu ligeiramente, passando de 3,7 pontos percentuais no primeiro trimestre para 3,6 pontos percentuais, refletindo a desaceleração do investimento“, acrescenta.
Foi pois o contributo da procura interna que levou à subida do PIB. Aliás, ainda sem os estímulos dados pela descida de IRS que chegou ao bolso em agosto, o consumo privado acelerou no segundo trimestre. Subiu 3,6% no segundo trimestre em termos homólogos, quando no primeiro trimestre tinha subido 3,5%. Foram as compras de bens duradouros que mais cresceram, aceleraram de 4,5% para 7,9%.
O investimento “registou um crescimento menos pronunciado (passando de um crescimento de 6,4%, no 1º trimestre, para 5,6%)”, enquanto o consumo público também acelerou “ligeiramente para uma variação de 1,4% (1,3% no trimestre precedente)”.
Na comparação com o primeiro trimestre, o PIB aumentou 0,6% em volume, após uma diminuição de 0,4% no trimestre anterior (face ao quarto trimestre de 2024). “O contributo da procura externa líquida para a taxa de variação em cadeia do PIB passou de -0,7 p.p. para -0.2 p.p., verificando-se um aumento das exportações de bens e serviços e uma desaceleração das importações de bens e serviços”, afirma o INE, acrescentando que “no mesmo sentido evoluiu o contributo positivo da procura interna, que aumentou para 0,8 p.p. (0.3 p.p. no trimestre anterior), verificando-se um crescimento do consumo privado”.
Para o conjunto do ano, no Orçamento do Estado para 2025, o Governo tinha apontado para um crescimento do PIB de 2,1%, mas reviu em alta essa projeção no Relatório Anual de Progresso, entregue a Bruxelas, para 2,4%.