publico.pt - 29 ago. 12:40
Turista filma-se a despejar cerveja na tromba de um elefante no Quénia
Turista filma-se a despejar cerveja na tromba de um elefante no Quénia
Trabalhadores da reserva natural ficaram incrédulos com o homem que despejou cerveja na tromba de um elefante no Quénia. O vídeo foi apagado, mas o caso está a ser investigado.
Numa reserva natural no Quénia, um homem filmou-se a beber uma lata de cerveja e a dar o resto da bebida a um elefante, despejando a bebida na sua tromba, o que gerou polémica nas redes sociais, noticiam os correspondentes locais da BBC. Os comentários insatisfeitos eram sobretudo de utilizadores quenianos e a publicação acabou por ser eliminada das redes sociais.
As imagens terão sido gravadas na reserva natural de Ol Jogi Conservacy, no condado de Laikipia. O grande elefante que surgia no vídeo tinha longas presas, uma delas danificada, o que facilitou a sua identificação. A BBC diz tratar-se do elefante Bupa, um macho amistoso que foi resgatado do Zimbabwe em 1989, sendo levado para a reserva queniana quando tinha oito anos de idade.
A BBC contactou a equipa do santuário de vida selvagem e um dos membros disse estar chocado com este comportamento, adiantando que os vídeos seriam encaminhados para as autoridades competentes. “Isto nunca deveria ter acontecido. Somos uma organização de conservação e não podemos permitir que isto aconteça”, afirmou Frank, funcionário da reserva. “Nem sequer permitimos que as pessoas se aproximem dos elefantes.”
A reserva de Ol Jogi tem cerca de 500 elefantes e diz ser pioneira em reabilitar animais órfãos para depois os soltar na vida selvagem.
Contactado pela BBC, o Serviço de Vida Selvagem do Quénia também disse estar a investigar o incidente.
Os vídeos publicados no Instagram pelo homem que vai falando em castelhano geraram centenas de comentários negativos, havendo até quem pedisse a deportação do homem. Noutros vídeos que ainda estão disponíveis no Instagram, o homem surge a fazer festas a um rinoceronte, a dar-lhe de comida (ao rinoceronte e também a elefantes) e a interagir com outros animais selvagens. “[Este homem] também quebrou as nossas regras porque não é suposto tocar nos rinocerontes. Eles não são animais de estimação”, afirmou uma fonte do parque de conservação Ol Pejeta, a que pertence o rinoceronte.
A bióloga queniana Winnie Kiiru disse à BBC que cerca de 95% dos elefantes no Quénia são selvagens e que estes vídeos dão a impressão errada de que qualquer pessoa se pode aproximar de um elefante e dar-lhe de comida.
Este caso surge uma semana depois de um grupo de turistas se ter filmado a impedir a migração de gnus no Quénia, saltando para fora dos veículos do safari e obrigando os animais a entrarem em águas repletas de crocodilos, o que também gerou uma onda de comentários críticos nas redes sociais. A migração anual dos gnus na reserva de Maasai Mara é um dos fenómenos mais conhecidos no Quénia e atrai milhares de visitantes todos os anos.
Após esse incidente, o Ministério do Turismo e da Vida Selvagem anunciou regras mais apertadas para garantir que os visitantes se mantenham dentro dos veículos, excepto em áreas específicas para o efeito.