observador.ptobservador.pt - 29 ago. 20:39

Pelo menos 69 pessoas morreram em naufrágio na Mauritânia

Pelo menos 69 pessoas morreram em naufrágio na Mauritânia

Guarda costeira mauritana disse que o barco "tinha deixado a Gâmbia uma semana antes" e virou "quando os migrantes avistaram as luzes de Lemhaijratt, foram todos para um lado".

Pelo menos 69 pessoas morreram e dezenas estão desaparecidas depois do naufrágio que ocorreu esta semana de uma embarcação que transportava migrantes ao largo da costa da Mauritânia, informou esta sexta-feira a Guarda Costeira mauritana.

“O número de corpos recuperados chegou aos 69”, disse um responsável da guarda costeira da Mauritânia à Agence France-Press (AFP), destacando que o barco transportava 160 pessoas e 17 foram resgatadas.

Na manhã desta sexta foram anunciadas 49 mortes e cerca de 100 desaparecidos, mas o número subiu durante a tarde para pelo menos 69, no país africano, de acordo com um novo relatório da guarda costeira mauritana divulgado à AFP.

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O naufrágio terá ocorrido a cerca de 80 quilómetros a norte da capital da Mauritânia, Nouakchott, aconteceu durante a noite de terça-feira para quarta-feira.

O barco, que vinha da Gâmbia, naufragou “ao largo da costa de Lemhaijratt (costa norte da Mauritânia) “, disse o responsável da guarda costeira mauritana.

Banhada por mais de 700 quilómetros de costa atlântica, a Mauritânia tornou-se nos últimos anos um ponto de partida para muitos migrantes de todo o continente que tentam chegar à Europa por via marítima.

O barco “tinha deixado a Gâmbia uma semana antes” com “senegaleses e gambianos a bordo. Quando os migrantes avistaram as luzes de Lemhaijratt, foram todos para um lado, fazendo-o virar”, indicou o chefe da guarda costeira mauritana.

Dezenas de milhares de migrantes morreram nos últimos anos ao tentar chegar à Europa a partir de África, através das ilhas Canárias, a bordo de barcos frequentemente sobrelotados.

Só em 2024, a organização não-governamental espanhola Caminando Fronteras reportou um total de 10.457 mortos ou desaparecidos no mar.

Depois de um ano recorde em 2024, marcado pela chegada de 46.843 migrantes às Canárias, o ritmo abrandou significativamente nos últimos meses, segundo o Ministério do Interior espanhol.

O Ministério espanhol registou 10.882 chegadas entre janeiro e meados de maio, uma quebra de 34,4% face ao período homólogo.

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