eco.sapo.pteco.sapo.pt - 29 ago. 17:08

Turquia fecha portos e espaço aéreo a navios e aviões israelitas

Turquia fecha portos e espaço aéreo a navios e aviões israelitas

"Fechámos os nossos portos aos navios israelitas (...) e não permitimos que os aviões (israelitas) entrem no nosso espaço aéreo", declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Hakan Fidan.

O ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Hakan Fidan, anunciou esta sexta-feira o encerramento dos portos e do espaço aéreo da Turquia aos navios e aviões militares e oficiais israelitas. “Fechámos os nossos portos aos navios israelitas (…) e não permitimos que os aviões (israelitas) entrem no nosso espaço aéreo”, declarou o chefe da diplomacia turca, numa intervenção no parlamento turco.

Uma fonte diplomática turca esclareceu à agência de notícias France-Presse (AFP) que o encerramento do espaço aéreo não se aplica aos aviões comerciais israelitas que sobrevoam a Turquia. A Turquia já tinha suspendido as relações comerciais com Israel no ano passado e os voos diretos entre os dois países.

Nenhum outro país, para além do nosso, interrompeu completamente o seu comércio com Israel”, frisou o ministro turco, durante uma sessão parlamentar extraordinária dedicada à guerra na Faixa de Gaza. A ZIM, uma das principais companhias de navegação israelitas, afirmou na segunda-feira ter recebido um aviso das autoridades portuárias turcas informando que “os navios pertencentes, geridos ou operados por uma entidade ligada a Israel deixarão de ser autorizados a atracar nos portos turcos”.

Também na segunda-feira, Hakan Fidan esteve presente numa cimeira entre os 57 países da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI), em Jeddah, na Arábia Saudita, onde teceu duras críticas a Telavive e ao conflito em curso no enclave palestiniano.

“Todos os crimes cometidos por Israel (…) a limpeza étnica, o bloqueio ilegal de Gaza, o uso da fome como arma de guerra e outras políticas coloniais de colonização (…) e as tentativas de anexar terras palestinianas na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, constituem crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio que exigem responsabilização e acusação ao abrigo do direito penal internacional”, afirmou o ministro turco.

Nesta cimeira, os países islâmicos assinaram uma resolução de 38 pontos em que apelam a “todos os Estados para que adotem meios legais e eficazes para impedir Israel de continuar os seus crimes contra o povo palestiniano, nomeadamente apoiando os esforços para pôr termo à sua impunidade (…), para impor sanções, para suspender o fornecimento, a transferência ou o trânsito de armas, munições e material militar”, bem como para “rever as relações diplomáticas e económicas” com Israel.

As relações entre Israel e a Turquia deterioraram-se desde o início da guerra na Faixa de Gaza, desencadeada por um ataque do grupo extremista Hamas em solo israelita, a 7 de outubro de 2023, que fez cerca de 1.200 mortos e mais de duas centenas de reféns.

A retaliação de Israel já provocou mais de 63 mil mortos, a destruição de quase todas as infraestruturas de Gaza e a deslocação forçada de centenas de milhares de pessoas. Israel também impôs um bloqueio à entrega de ajuda humanitária no enclave, onde mais de 300 pessoas já morreram de desnutrição e fome, a maioria crianças.

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